Public trial
RBR-8g8ckzm Effect of Magnetic Waves on postoperative pain control of foot and ankle surgery - clinical, controlled, randomized tria...
Date of registration: 04/03/2024 (mm/dd/yyyy)Last approval date : 09/22/2025 (mm/dd/yyyy)
Study type:
Interventional
Scientific title:
en
Effect of Peripheral Magnetic Stimulation on postoperative pain control of foot and ankle surgery - clinical, controlled, randomized trial
pt-br
Efeito da Estimulação Magnética Periférica no controle da dor pós-operatória das cirurgias do pé e tornozelo - ensaio clínico, controlado e randomizado
es
Effect of Peripheral Magnetic Stimulation on postoperative pain control of foot and ankle surgery - clinical, controlled, randomized trial
Trial identification
- UTN code: U1111-1304-9933
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Public title:
en
Effect of Magnetic Waves on postoperative pain control of foot and ankle surgery - clinical, controlled, randomized trial
pt-br
Efeito das Ondas Eletromagnéticas no controle da dor após cirurgias do pé e tornozelo - ensaio clínico, controlado e randomizado
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Scientific acronym:
-
Public acronym:
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Secondaries identifiers:
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73680223.3.0000.5142
Issuing authority: Plataforma Brasil
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6.422.345
Issuing authority: Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Alfenas
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73680223.3.0000.5142
Sponsors
- Primary sponsor: Universidade Federal de Alfenas
-
Secondary sponsor:
- Institution: Universidade Federal de Alfenas
-
Supporting source:
- Institution: Universidade Federal de Alfenas
Health conditions
-
Health conditions:
en
Foot; ankle
pt-br
Pé; tornozelo
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General descriptors for health conditions:
en
C05.651.538 Musculoskeletal Pain
pt-br
C05.651.538 Dor Musculoesquelética
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Specific descriptors:
en
A01.378.610.250 foot
pt-br
A01.378.610.250 pé
en
A01.378.610.050 ankle
pt-br
A01.378.610.050 tornozelo
Interventions
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Interventions:
en
Individuals will be selected in the immediate postoperative period of foot and ankle injuries carried out at the Santa Casa de Alfenas hospital, which will be directed to the Physiotherapy School Clinic of the Federal University of Alfenas - MG, individuals will be divided into two groups, the control group and the intervention group, volunteers will be divided into a control group and an intervention group through randomization, participants will be allocated by another researcher, who will use the Research Randomizer website into two groups: control group and Intervention group, sample calculation carried out according to Hulley and Cumminhs estimates the number of fifteen volunteers per group, this calculation will be carried out to guarantee a statistical power of eighty five percent and a significance level when p smaller than zero zero five, the group will be randomized into intervention (fifteen) and control (fifteen), it is known that a round coil is more advantageous than a figure eight coil for stimulating structures in a deep layer, both groups will use the rPMS device, with five sessions over a period of one week. In intervention group, it will be applied in flat tangential orientation lasting ten minutes, and intermittent stimulation protocol, consisting of five seconds of stimulation at a frequency of one hundread Hz, followed by fifty five seconds of rest, with a minimum intensity of twenty percent until maximum intensity. In the control group, in transverse orientation, with the stimulus intensity level set at five percent of the stimulator's maximum output, to minimize stimulation, both in the ankle region, the stimulation site will be the region of the surgical wound, both groups will undergo five sessions over a period of one week, and each session lasting ten minutes, and an intermittent stimulation protocol consisting of five seconds of stimulation at a frequency of onde hundred Hz, followed by fifty five seconds of rest, the total number of stimuli over ten minutes will be four thousand pulses, the stimulation intensity level will be determined at the level that induces movement of the foot, while still within the patient's tolerable range, for the rRPMS control group, the stimulus intensity level will be set at five percent of the maximum stimulator output, to minimize magnetic stimulation, both groups will be exposed to an identical clicking sound generated during each session, and the coil will be placed in contact with the patient (to get a similar sensation). Application of the rPMS coil in both groups of patients will be conducted by experienced physiotherapists with sufficient preliminary training on the application of rPMS prior to the study
pt-br
Serão selecionados indivíduos no pós-operatório imediato de cirurgias do pé e tornozelo realizadas no hospital Santa Casa de Alfenas, que serão direcionados a Clínica Escola de Fisioterapia da Universidade Federal de Alfenas - MG, os indivíduos serão divididos em dois grupos: o grupo controle e o grupo intervenção, sendo que os voluntários serão divididos em grupo controle e grupo intervenção através de randomização, para tal, os participantes serão alocados por outro pesquisador, que utilizará o site Research Randomizer em dois grupos: Grupo controle Grupo intervenção, e o cálculo amostral realizado de acordo com Hulley and Cumminhs estima o número de quinze voluntários por grupo, este cálculo será realizado para garantir um poder estatístico de oitenta e cinco por cento e nível de significância quando p menor que zero zero cinco, o grupo será randomizado em intervenção (quinze) e controle (quinze), sabe-se que uma bobina redonda é mais vantajosa do que uma bobina em forma de oito para estimular estruturas em uma camada profunda, e ambos os grupos utilizarão o aparelho de rPMS , sendo cinco sessões durante um período de uma semana. No grupo intervenção, será aplicado na orientação tangencial plana com duração de dez minutos, e protocolo de estimulação intermitente, composto por cinco segundos de estimulação a uma frequência de cem Hz, seguida de cinquenta e cinco segundos de descanso, com mínimo de intensidade de vinte por cento até a intensidade máxima, e no controle, em orientação transversal, com o nível de intensidade do estímulo definido em cinco por cento da saída máxima do estimulador, para minimizar a estimulação, ambos na região do tornozelo, e o local de estimulação será a região da ferida operatória, ambos os grupos serão submetidos a cinco sessões durante um período de uma semana. Cada sessão com duração de dez minutos, e protocolo de estimulação intermitente composto por cinco segundos de estimulação na frequência de cem Hz, seguidos de cinquenta e cinco segundos de repouso e o número total de estímulos ao longo de dez minutos será de quatro mil pulsos, o nível de intensidade de estimulação será determinado no nível que induza uma movimentação do pé, enquanto ainda dentro da faixa tolerável do paciente, e para o grupo controle, o nível de intensidade do estímulo será definido em cinco por cento da saída máxima do estimulador, para minimizar a estimulação magnética, ambos os grupos serão expostos a um som de clique idêntico gerado durante cada sessão, e a bobina será colocada em contato com o paciente (para ter uma sensação semelhante), a aplicação da bobina de rPMS em ambos os grupos de pacientes será conduzida por fisioterapeutas experientes com treinamento preliminar suficiente sobre a aplicação de rPMS antes do estudo
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Descriptors:
en
E02.621 Magnetic Field Therapy
pt-br
E02.621 Terapia Eletromagnética
Recruitment
- Study status: Recruitment completed
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Countries
- Brazil
- Date first enrollment: 02/01/2024 (mm/dd/yyyy)
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Target sample size: Gender: Minimum age: Maximum age: 67 - 18 Y 0 -
Inclusion criteria:
en
Individuals in the immediate postoperative period of foot and ankle surgeries; age greater than or equal to 18 years
pt-br
Indivíduos no pós-operatório imediato de cirurgias do pé e tornozelo; idade maior ou igual a 18 anos
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Exclusion criteria:
en
Presence of other pain acute or chronic other than post-operative pain; malignant neoplasms; pregnancy; severe circulatory disease; severe neurological disease; severe cardiac disease; severe respiratory disease; severe orthopedic disease; infection; cognitive impairment
pt-br
Presença de outra dor aguda ou crônica que não seja do pós-operatório; neoplasias malignas; gravidez; doenças circulatórias graves; doenças neurológicas graves; doenças cardíacas grvaes; doenças respiratórias graves; doenças ortopédicas graves; infecção; déficit cognitivo
Study type
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Study design:
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Expanded access program Purpose Intervention assignment Number of arms Masking type Allocation Study phase 1 Treatment Parallel 2 Double-blind Randomized-controlled N/A
Outcomes
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Primary outcomes:
en
To prove the effects of peripheral magnetic stimulation, compared to placebo, with the same equipment, in reducing pain and improving function and quality of life in patients in the immediate postoperative period of foot and ankle surgery
pt-br
Comprovar os efeitos da estimulação magnética periférica, comparado a ao placebo, com o mesmo equipamento, na redução da dor e melhora da função e da qualidade de vida em pacientes no pós-operatório imediato de cirurgias do pé e tornozelo
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Secondary outcomes:
en
No secondary outcomes are expected
pt-br
Não são esperados desfechos secundários
Summary Results
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Baseline char:
pt-br
Em relação ao gênero, 61,2% dos participantes eram do sexo feminino (n=41), enquanto 38,8% eram do sexo masculino (n=26). Em se tratando do tipo de cirurgia realizada, 74,6% (n=50) foram intervenções ósseas e 25,4% (n=17) das cirurgias envolveram apenas partes moles. A distribuição por área anatômica abordada cirurgicamente mostrou que o antepé foi o mais prevalente, com 37,3% (n=25) dos procedimentos, seguido pelo tornozelo, com 35,8% (n=24), retropé, com 19,4% (n=13) e médiopé, com 7,5% (n=5).
O tabagismo esteve presente em 14,9% da amostra (n=10). Ainda assim, a maioria (n=57; 85,1%) dos participantes do estudo declarou ser não fumante. Em relação ao nível de atividade física, 68,7% (n=46) dos indivíduos foram considerados sedentários, enquanto 31,3% (n=21) foram considerados ativos.
O tempo médio de cirurgia variou, sendo mais frequentes as cirurgias com duração de 1 hora (46,3%; n=31) e 2 horas (46,3%; n=31), seguidas por procedimentos de 3 horas (6,0%; n=4) e 4 horas (1,5%; n=1). O tempo médio de cirurgia foi de aproximadamente 1h38min (1,63 horas; ±0,67). Quanto à técnica anestésica, a maioria dos pacientes foi submetida à raquianestesia associada à sedação (89,6%; n=60), enquanto 10,4% (n=7) receberam bloqueio regional com sedação. O uso de torniquete foi reportado em 89,6% dos casos (n=60), sendo utilizado em ambos os grupos de maneira semelhante. No que se refere aos procedimentos cirúrgicos realizados na amostra total do estudo (n=67), a cirurgia mais prevalente foi a reconstrução artroscópica de instabilidade lateral do tornozelo, totalizando 14,9% dos casos (n=10). Em seguida, destacou-se a correção de hálux valgo pelas técnicas Chevron/Akin, responsável por 13,4% das intervenções (n=9). A terceira cirurgia mais comum foi a neurectomia para tratamento do neuroma de Morton, representando 10,4% da amostra (n=7).
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Participants flow:
pt-br
Os participantes do estudo foram divididos em 2 grupos: o grupo controle (GC) e o grupo experimental (GE). A alocação dos participantes nos grupos controle e experimental foi realizada por randomização simples, utilizando o software online Research Randomizer (versão 4.0), ferramenta amplamente utilizada em estudos clínicos para geração de sequências aleatórias. Foi gerada, de forma automática, uma lista de números aleatórios correspondentes ao número total de participantes, sem reposição, garantindo alocação equiprovável a cada grupo. O processo de randomização foi conduzido por pesquisador não envolvido na coleta ou análise dos dados, assegurando ocultação da sequência e minimizando vieses de seleção . A amostra total do estudo foi composta por 67 participantes (n=67), distribuídos de forma equilibrada entre os grupos controle (GC=33; 49,3%) e experimental (GE=34; 50,7%). Não houve nenhuma perda de seguimento, e não houve abandono.
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Adverse events:
pt-br
Não foram constatados eventos adversos
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Outcome measure:
pt-br
Quanto à dor, os escores de EVA demonstraram uma redução progressiva ao longo do tempo: a média inicial no pós-operatório imediato (D0) foi de 5,40, caindo para 2,55 no D5; 2,07 no D14; 1,70 no D30 e atingindo 0,99 no D90.
Nesse mesmo sentido, os escores de intensidade de dor baseada na interferência com as atividades (IBD) seguiram trajetória semelhante. A média de 3,80 no D0 caiu para 1,70 no D5; 1,48 no D14; 1,19 no D30 e 0,83 no D90.
No que se referiu à escala AOFAS, também foi demonstrada melhora constante ao longo do tempo, partindo de uma média de 84,2 no D0 e alcançando 95,7 no D90.
Em relação ao consumo de opioides, observou-se uma redução expressiva entre a primeira e a segunda semana pós-operatória. Na primeira semana, a média foi de 3,27 comprimidos (±2,42), com valores variando entre 0 e 10, enquanto na segunda semana a média caiu para 1,22 (±1,76), com consumo variando de 0 a 7 comprimidos. Observa-se ainda que o coeficiente de variação aumentou de 74% para 144% entre a primeira e a segunda semana.
Aliado a esse contexto de percepção da dor, o escore médio no questionário DN4 foi de 3,40 (±1,54), com variação entre 2 e 8. Considerando o ponto de corte de 4 para a identificação de dor com componente neuropático, os resultados indicam que, na maioria dos casos, a dor pós-operatória apresentou características predominantemente nociceptivas.
A evolução da dor no EVA revela uma redução significativa nos escores de dor no GE em comparação ao GC. No D0, o GE apresentou um escore mais alto (6.47) que o GC (4.3), sugerindo uma possível diferença inicial entre os grupos. No entanto, a partir do D5, o GE demonstrou uma queda acentuada nos valores (1.88 no D5, 1.71 no D14, 1.18 no D30 e 0.41 no D90), enquanto o GC apresentou uma redução mais gradual (3.24 no D5; 2.45 no D14; 2.24 no D30 e 1.58 no D90). Os resultados do IBD seguem um padrão semelhante ao do EVA. No D0, o GE apresentou um escore mais alto (4.44) que o GC (3.14). A partir do D5, houve uma redução no GE (1.16 no D5; 1.2 no D14; 0.84 no D30 e 0.5 no D90), enquanto o GC manteve uma diminuição mais lenta (2.25 no D5; 1.77 no D14; 1.55 no D30 e 1.17 no D90). Em relação ao AOFAS, no D0, o GC apresentou um escore mais alto (86.7) que o GE (81.8), indicando uma possível diferença inicial. Contudo, a partir do D5, o GE superou o GC, alcançando escores significativamente maiores (95.6 no D5; 96.8 no D14; 97.1 no D30 e 98.5 no D90) em comparação ao GC (90.6 no D5; 89.7 no D14; 90.6 no D30 e 92.7 no D90).
Levando-se em consideração os parâmetros selecionados para o presente estudo, EVA – IBD e AOFAS – quando da avaliação dos P-valores do post-hoc entre os momentos por grupo, é possível identificar os padrões de significância estatística ao longo do tempo em relação aos principais desfechos avaliados no presente ensaio clínico.
De maneira específica, no que se refere ao EVA, tanto no GC quanto no GE, os escores de dor apresentaram redução significativa ao longo do tempo, com p-valores <0,001 em praticamente todas as comparações entre o D0 e os dias subsequentes (D5, D14, D30 e D90). No entanto, o GE manteve significância de forma mais consistente nos intervalos intermediários (D5–D14, D14–D30, D30–D90).
Em se tratando do IBD, no GC, os p-valores indicam melhora estatisticamente significativa entre o D0 e todos os momentos subsequentes (p<0,001); contudo essa significância não se mantém entre os momentos intermediários (exemplo: D14 vs. D30: p = 0,122), sugerindo uma estabilização da resposta funcional à dor. Já no GE, os efeitos mantêm-se significativos tanto entre o D0 e os demais dias como entre o D14–D30 (p=0,003) e D30–D90 (p=0,026).
Finalmente, quanto ao AOFAS, o escore demonstrou haver melhora significativa no GE em todas as comparações a partir do D0 (p<0,001), incluindo comparações entre os momentos intermediários (D5–D90). No GC, apesar de haver significância entre o D0 e os demais dias, as comparações entre momentos posteriores (exemplo: D14 vs. D30: p=1,000) não mostraram evolução estatisticamente relevante, sugerindo estagnação da recuperação funcional com o passar do tempo.
A análise do escore DN4 entre as diferentes regiões anatômicas operadas, quais sejam, antepé, médiopé, retropé e tornozelo, demonstrou ausência de diferença estatisticamente significativa (p=0,794), sugerindo que o tipo de dor pós-operatória, no que diz respeito à presença de características neuropáticas, foi homogêneo entre os distintos segmentos do pé e tornozelo.
Os valores médios do DN4 variaram de 3,04 no grupo operado no tornozelo a 4,00 no grupo operado no médiopé. Importante destacar que, apesar do grupo médiopé ter apresentado média exatamente no ponto de corte clínico para dor neuropática (≥4), os demais grupos apresentaram médias inferiores, sendo que nenhuma das regiões teve média DN4 que caracterizasse predominantemente dor neuropática. De fato, cumpre destacar ter havido um movimento em contrário, uma vez que os dados apontam para um perfil álgico predominantemente nociceptivo em todos os grupos anatômicos.
O grupo do tornozelo apresentou o menor escore médio (3,04 ± 0,91), além do menor intervalo de confiança (IC=0,36), indicando menor variabilidade intragrupo e reforçando a consistência do padrão de dor nociceptiva nessa região. O antepé (3,68 ± 1,84) e o retropé (3,31 ± 1,65) apresentaram médias intermediárias, ainda abaixo do ponto de corte, também compatíveis com dor predominantemente nociceptiva.
No grupo do médiopé (4,00 ± 2,00), embora a média atinja o ponto de corte para dor neuropática, o pequeno número de casos (n=5) e a elevada variabilidade dos dados (IC=1,75) limitam a interpretação conclusiva e reduzem o poder estatístico para essa comparação. Ainda assim, os dados sugerem uma tendência clínica a maior sensibilidade neuropática nessa região, que merece ser investigada em estudos com maior amostragem.
A comparação do consumo de opioides entre o GC e o GE constitui um dos principais desfechos do presente estudo, refletindo de forma objetiva a eficácia da neuromodulação eletromagnética no controle da dor pós-operatória.
Diante disso, na primeira semana pós-operatória, a média de consumo de opioides foi semelhante entre os grupos, com o GC apresentando média de 2,91 comprimidos (±2,38) e o GE 3,62 (±2,44), sem diferença estatisticamente significativa entre eles (p=0,217). Contudo, na segunda semana, houve uma diferença marcante entre os grupos: enquanto o GC manteve consumo relevante de opioides, com média de 1,97 comprimidos (±2,16), o GE passou a apresentar redução expressiva, com média de apenas 0,50 comprimidos (±0,75). Essa diferença foi estatisticamente significativa (p = 0,002).
A amplitude interquartil (IQR) também reforça essa diferença: enquanto no GE a IQR foi de apenas 1 comprimido, no GC o índice manteve-se em 3 comprimidos, demonstrando maior consistência na baixa utilização de opioides entre os pacientes submetidos à neuromodulação.
No que diz respeito ao tipo de anestesia, pacientes submetidos à raquianestesia com sedação apresentaram escores maiores de dor no GE em comparação ao GC no D0 (6,66 vs. 4,18; p=0,004). No entanto, após a neuromodulação, essa diferença diminuiu, com queda da EVA para 2,00 no GE em comparação ao GC (3,07), embora sem significância estatística (p=0,159). Entre os pacientes submetidos a bloqueio regional com sedação, a dor no GE foi completamente eliminada no D5 (média de 0), enquanto no GE, a EVA permaneceu elevada (4,20), com tendência à significância (p=0,051), indicando possível resposta mais marcada à neuromodulação nesse subgrupo.
A análise por área anatômica operada revelou que, no D0, a maior diferença ocorreu nas cirurgias do retropé, nas quais o GE apresentou média de dor significativamente superior (8,25) em comparação ao GC (3,40; p=0,019). Essa diferença se reduziu sobremaneira no D5, com valores de 2,13 e 2,60, respectivamente. Nas demais regiões (antepé, médiopé e tornozelo), os escores no D0 também foram mais altos no GE, mas sem alcançar significância estatística. No D5, houve queda acentuada da dor nas regiões do antepé e tornozelo no GE, com destaque para o antepé (1,36 vs. 3,14 no GC). Aqui, mais uma vez, os dados apontam para um efeito clínico positivo e consistente da neuromodulação.
Quando estratificados por tipo de cirurgia, os pacientes submetidos a procedimentos ósseos apresentaram escore significativamente maior no GE no D0 (7,21 vs. 4,65; p=0,003), mas com significativa reversão no D5 (1,88 vs. 3,50; p=0,025). Para as cirurgias de partes moles, embora o GE tenha apresentado ligeira redução da dor no D5, as diferenças não foram estatisticamente significativas.
Sobre a funcionalidade dos pacientes, entre os sedentários, a dor no D0 foi significativamente maior no GE (7,17 vs. 4,00; p=0,001). Contudo, no D5, essa diferença praticamente desapareceu, com valores de 1,91 e 3,22, respectivamente (p = 0,095). Entre os pacientes ativos, os escores permaneceram semelhantes ao longo do tempo.
A análise por gênero demonstrou que as mulheres do GE relataram dor significativamente mais intensa no D0 (7,05 vs. 4,30; p=0,005). No entanto, no D5, a dor foi consideravelmente reduzida no GE feminino (2,00 vs. 3,00), com tendência à significância. Entre os homens, esse padrão também se repetiu, com queda da EVA de 5,54 para 1,69 no GE, contra 4,31 para 3,62 no GC, sugerindo que ambos os sexos se beneficiaram da intervenção, com destaque para o sexo feminino, que iniciou o pós-operatório com dor mais intensa.
Quanto ao tabagismo, os não fumantes do GE apresentaram dor significativamente maior no D0 em relação ao GC (6,69 vs. 4,25; p=0,004). Após a neuromodulação, essa diferença foi invertida, com menor EVA no GE (2,03 vs. 3,25), embora a diferença não tenha alcançado significância estatística (p=0,100). Entre os fumantes, os dados não mostraram diferenças significativas, o que pode ser explicado pelo número reduzido de participantes tabagistas.
Por fim, pacientes submetidos ao uso de torniquete apresentaram padrão semelhante: maior dor inicial no GE (6,77 vs. 4,37; p=0,005) e posterior redução mais expressiva da dor no D5 (2,00 vs. 3,37; p=0,051).
Ao avaliar os resultados dos escores de dor utilizados nos dias 0,5,14, 30 e 90 (EVA, IBD e AOFAS) é possível observar que os escores de EVA apresentaram diferenças estatisticamente significativas entre os grupos em diversos momentos da evolução pós-operatória. No dia 0 (D0), o GE relatou maior intensidade de dor em comparação ao GC (6,47 vs. 4,30; p=0,005), o que pode estar relacionado ao acaso da randomização ou a variações individuais de sensibilidade à dor no pós-operatório imediato.
Já a partir do D5, no entanto, observa-se uma evidente reversão nesse padrão. O GE passou a apresentar escores significativamente menores de dor em comparação ao GC (1,88 vs. 3,24; p=0,034), mantendo essa ao longo de todo o seguimento. As diferenças entre os grupos voltam a ser significativas em D30 (p = 0,049) sendo que, no D90 (0,41 vs. 1,58; p=0,006), foi alcançada maior relevância clínica e estatística. Os dados demonstram que a neuromodulação eletromagnética reduz de forma contínua a dor.
O IBD apresentou comportamento semelhante ao da EVA, indicando o efeito funcional da dor. Em D0, o GE apresentou maior interferência (4,44 vs. 3,14; p=0,035), tendencia esta que se inverteu a partir de D5, quando o GE registrou escore significativamente inferior ao controle (1,16 vs. 2,25; p=0,013), indicando menor interferência da dor nas atividades diárias. Nos dias subsequentes (D14, D30 e D90), ainda que as médias tenham permanecido constantemente menores no GE, as diferenças entre os grupos não atingiram significância estatística (p>0,05). Essa perda de significância pode estar relacionada a proximidades das diferenças entre os grupos na medida em que a dor diminui ao longo do tempo, mas os escores mantiveram-se clinicamente favoráveis ao grupo submetido à neuromodulação.
Quanto ao escore AOFAS, houve melhor evolução no GE ao longo do tempo. Embora em D0 o GC tenha iniciado com média superior (86,7 vs. 81,8; p=0,142), a partir do D5 houve inversão da tendência com significância estatística (95,6 vs. 90,6; p=0,017), o que favoreceu o GE. Essa diferença se ampliou nos momentos seguintes, atingindo significância progressivamente mais robusta em D14 (p = 0,001), D30 (p = 0,001) e, mais significativamente, em D90, quando o GE alcançou um escore médio de 98,5 pontos, em contraste com 92,7 no GC (p<0,001). Esse achado destaca que a neuromodulação contribuiu com o controle de dor.
Em relação ao IBD, no que diz respeito ao tipo de anestesia, os pacientes submetidos à raquianestesia com sedação apresentaram, no IBD 0, escore significativamente maior no GE (4,46 ± 2,66) do que no GC (3,02 ± 2,25), com p=0,028. Já no dia 5, a diferença entre os grupos ainda era favorável ao GE (1,19 vs. 1,99), com tendência à significância (p=0,056). Nos pacientes com bloqueio regional, a diferença no IBD 5 foi mais evidente, com escore médio de 3,74 no GC e 0,64 no Ge, com p=0,053, demonstrando, mais uma vez, tendência relevante do ponto de vista clínico.
A análise por área cirúrgica revelou uma diferença estatisticamente significativa no antepé no IBD 5, com o GE apresentando escore consideravelmente mais baixo (0,75 ± 1,20) do que o GC (2,77 ± 2,68), com p=0,037. Esse dado sugere que a neuromodulação foi especialmente eficaz em reduzir a interferência da dor nas atividades em pacientes operados no antepé. Já nas demais regiões (médiopé, retropé, tornozelo), as diferenças não atingiram significância estatística, mas todas mostraram tendência favorável ao GE, com menores escores de IBD.
Entre os pacientes submetidos a cirurgias ósseas, a interferência da dor foi significativamente maior no GE no D0 (5,15 vs. 3,27; p=0,006). No entanto, no D5, houve inversão importante, com o GE apresentando escore inferior (1,44 vs. 2,51), com p=0,051, próximo da significância.
No que se refere à funcionalidade prévia dos pacientes, observou-se que entre os sedentários, o GE apresentou maior IBD inicial (4,58 vs. 2,77; p=0,015), mas essa diferença foi reduzida no D5 (1,20 vs. 2,03; p=0,077), indicando uma resposta clinicamente favorável à intervenção. Entre os ativos, não houve significância estatística, mas os escores também foram consistentemente menores no grupo experimental.
Entre os gêneros, mulheres do GE relataram maior interferência da dor no D0 (4,31 vs. 2,85; p=0,066) e no D5 apresentaram escore significativamente menor (0,93 vs. 2,07; p=0,030), sugerindo que o sexo feminino, apesar de maior sensibilidade inicial à dor, se beneficiou de forma mais evidente da neuromodulação. Nos homens, embora o padrão de melhora tenha sido semelhante, a diferença entre os grupos não alcançou significância.
O tabagismo também se destacou como um fator diferencial. Entre os não fumantes, o IBD foi significativamente maior no GE no D0 (4,73 vs. 3,18; p=0,021), mas essa diferença foi revertida no D5 (1,36 no GE vs. 2,26 no GC; p=0,085), reforçando o benefício da neuromodulação mesmo em pacientes que apresentavam dor funcionalmente mais limitante no início. Nos pacientes tabagistas, o IBD foi significativamente menor no GE no D5 (0,00 vs. 2,22; p=0,019), com a ressalva de que o número reduzido de casos recomende cautela na interpretação.
Por fim, sobre o uso de torniquete, no D0, pacientes operados com torniquete apresentaram maior IBD no GE (4,62 vs. 3,08; p=0,012). Após a neuromodulação (D5), a interferência da dor foi significativamente menor no GE (1,25 vs. 2,12; p=0,033).
Com relação ao escore AOFAS, no dia 0, o escore AOFAS não apresentou diferenças estatisticamente significativas entre os grupos em nenhum dos subgrupos avaliados. No dia 5, porém, diversos subgrupos passaram a apresentar diferenças estatisticamente significativas favoráveis ao GE, demonstrando que a neuromodulação exerceu impacto positivo precoce na recuperação funcional pós-operatória.
Entre os pacientes operados no antepé, o GE atingiu um escore médio de 97,3 pontos (±4,7), significativamente superior ao GC (89,3 ± 11,4; p=0,038). Esse dado reforça os achados nos escores EVA e IBD.
Nos pacientes submetidos a cirurgias ósseas, o impacto também foi evidente. O GE apresentou escore médio de 95,0 (±7,2) no D5, superior ao do GC (89,6 ± 10,4; p=0,044).
O subgrupo de pacientes ativos em relação a funcionalidade também demonstrou diferença funcional expressiva entre os grupos: enquanto o GE apresentou escore de 96,4 (±5,0), o GC apresentou escore de 87,0 (±10,6), com p=0,008.
Entre os não tabagistas, também foi observada melhora funcional significativa no GE no dia 5 (95,9 ± 6,3) em comparação ao GC (90,7 ± 10,2; p=0,032). Esse dado, somado à tendência de resposta também nos fumantes (embora sem significância estatística), indica que a neuromodulação pode ser uma estratégia eficaz para o controle de dor.
Sobre o uso de torniquete, pacientes que foram operados com torniquete apresentaram escore funcional de 95,7 (±6,8) no GE, comparado a 90,3 (±10,0) no GC (p=0,019).
Outros subgrupos, tais como pacientes do sexo feminino (p=0,053), pacientes operados no tornozelo (p=0,125) e submetidos à raquianestesia (p=0,076), apresentaram tendência evidente de melhora de dor no GE, embora sem atingir o limiar de significância estatística.
Diante disso, a análise dos dados demonstra que, no GE, a variável idade apresentou correlação positiva e significativa com o escore EVA no D0 (r=0,397; p=0,020), sugerindo que pacientes mais velhos tenderam a relatar maior intensidade de dor no pós-operatório imediato antes da neuromodulação. Além disso, ainda no GE, o tempo de cirurgia também teve correlação positiva e significativa com EVA 0 (r=0,369; p=0,032), indicando que procedimentos mais longos se associaram a maior dor inicial. Tais achados são clínicos e fisiologicamente coerentes, já que tempo cirúrgico prolongado e idade avançada são frequentemente relacionados a maiores níveis de inflamação tecidual e sensibilidade dolorosa.
No GE, o tempo de cirurgia manteve uma associação positiva com EVA 0, conforme já mencionado, mas não demonstrou correlações significativas com EVA 5, IBD 5 ou AOFAS, o que pode indicar que os efeitos negativos do tempo cirúrgico sobre a dor foram atenuados após a aplicação da neuromodulação.
As demais variáveis (peso corporal e histórico de cirurgias anteriores) não apresentaram correlações significativas em nenhum dos desfechos, em nenhum dos grupos, embora algumas correlações de baixa relevância tenham sido observadas. Esses dados sugerem que o peso e o número de cirurgias anteriores não exerceram influência sistemática sobre os escores de dor ou função na amostra analisada pelo estudo.
No que diz respeito ao escore AOFAS, não foram encontradas correlações estatisticamente significativas com nenhuma das variáveis clínicas analisadas em ambos os grupos, nos dois momentos de avaliação. Embora algumas correlações fracas positivas tenham sido observadas entre idade e AOFAS (r=0,242 no GC; r=0,117 no GE), nenhuma atingiu significância estatística. Isso sugere que, segundo esse escore, a dor pós-operatória precoce foi pode ser considerada relativa e independentemente da idade, peso, tempo de cirurgia ou histórico cirúrgico.
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Results summary:
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Introdução: Procedimentos ortopédicos apresentam maior incidência de dor em comparação com outros tipos de cirurgia. No manejo da dor pós-operatória de cirurgias de pé e tornozelo, a estimulação magnética periférica repetitiva (EMPr) vem sendo considerada uma modalidade inovadora e não invasiva no controle da dor baseada na estimulação elétrica das vias sensitivas periféricas. Objetivo: Investigar os efeitos do tratamento com EMPr no controle da dor após cirurgias no pé e tornozelo. Classificar a dor no pós-operatório de cirurgias do pé e tornozelo através do escore Douleur Neuropathique 4 (DN4) e correlacionar com as diferentes áreas anatômicas do pé e tornozelo; verificar se a rPMS altera a percepção analgésica na Escala Visual Analógica (EVA) e conforme o Inventário Breve de Dor (IBD) e se promove melhora no desempenho da Escala da American Orthopedic Foot And Ankle Score (AOFAS). Métodos: Ensaio clínico controlado e randomizado realizado na Santa Casa de Alfenas e Clínica Escola de Fisioterapia da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL). Um total de 67 pacientes pós-operados de cirurgias de pé e tornozelo foram randomizados em 2 grupos: grupo controle (GC), que recebeu estimulação placebo e grupo experimental (GE), que recebeu EMPr aplicada por 10 minutos com protocolo de estimulação intermitente, composto por 10 ciclos de 5 segundos a uma frequência de 100 Hz, seguida de 55 segundos de descanso, com mínimo de intensidade de 20% até a intensidade máxima. A estimulação foi recebida no 1º., 2º. 3º. 4º. e 5º. dias pós-operatório. Os escores EVA, IBD e AOFAS foram aplicados nos dias D0, D5, D14, D30 e D90. Para análise estatística dos dados foram utilizados os Teste de Kruskal-Wallis, Teste de Mann-Whitney, Teste de Friedman, Teste de Wilcoxon, Correlação de Spearman, Intervalo de Confiança para a Média e p-valor. Resultados: Na amostra total do estudo (n=67), a cirurgias mais prevalentes foram no antepé (n=25), tornozelo (n=24), retropé (n=13) e médiopé (n=5). No DN4, a dor predominante foi a nociceptiva (3,40; ±1,54). Em relação à dor, os escores de EVA da amostra total demonstraram progressiva redução da média inicial entre o pós-operatório imediato (D0=5,40) e o último dia de avaliação (D90=0,99), indicando significativa melhora da percepção da dor. Os escores de intensidade de dor baseada na interferência com as atividades (IBD) evidenciaram variação na resposta à dor (D5=1,70; D14=1,48; D30=0,83), com os altos coeficientes de variação nos momentos intermediários e finais (acima de 100%) sugerindo ampla variabilidade na resposta à dor entre os indivíduos. A AOFAS mostrou manutenção de melhora na relação tempo e percepção da dor (média do D0[84,2]; D90[95,7]), evidenciando recuperação sustentada e redução na variabilidade funcional entre os pacientes ao longo da recuperação. Cenário similar foi observado entre os grupos. Conclusão: A EMPr contribui para o controle e redução da percepção da dor. Embora haja muitos estudos voltados para otimizar o manejo da dor pós-operatória nas cirurgias do pé e tornozelo, a EMPr ainda é considerada um método inovador, com escassez de evidências e recomendações sobre parâmetros de aplicação, principalmente na área proposta para o presente ensaio clínico.
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